Creio que uma das maiores preocupações de todo trabalhador, esteja ele iniciando a sua vida laboral ou terminando-a, seja com a aposentadoria.
Para muitos é um sonho, poder aposentar-se, desfrutar de um rendimento mensal sem precisar trabalhar; para outro, não gostam nem de pensar, não suportam a idéia de pararem de trabalhar.
Porém, tanto para um como para o outro, este é um assunto muito importante, pois vai de encontro às necessidades de todos os brasileiros.
No entanto, é de conhecimento publico sobre as crescentes dificuldades pela quais está passando o INSS, a nossa previdência oficial está com um déficit e que cada dia cresce mais, sendo que das contribuições descontadas do trabalhador brasileiro, praticamente toda ela vai para pagar aos aposentados, ou seja, recebe-se o dinheiro de uma parte e se paga a outra no exato momento, nada sobrando para se ter uma reserva para o futuro.
Aí passa pela minha cabeça: se a situação esta feia assim, imagina quando eu for me aposentar. Será que o governo conseguirá pagar a minha aposentadoria?
Como o INSS pode resolver este problema? Creio eu que de duas formas:
a) aumentando-se a alíquota de desconto do trabalhador; e/ou;
b) Diminuindo-se o teto pago pelo INSS, que, diga-se de passagem, hoje já não é um valor significativo (R$ 3.467,00).
As duas possibilidades não são boas para o trabalhador, mas creio que dificilmente deixarão de serem aprovadas, pois caso contrário logo o INSS não terá condições de arcar com o pagamento dos benefícios.
Acrescente a isto, o fato de que a nossa população está envelhecendo e vai se aposentando e que a expectativa de vida dos brasileiros está aumentando, o que acarretará que a previdência terá que pagar o beneficio para mais brasileiros e por mais tempo o que irá aumentando tal déficit.
Portanto, uma excelente alternativa para você que está preocupado com a sua aposentadoria é se precaver e aderir a uma previdência complementar, para que você possa manter a qualidade de vida que desfruta atualmente no momento de sua aposentadoria.
A previdência complementar deve ser tratada como uma previdência oficial com pagamentos mensais e por longo prazo e você tem duas opções, que necessita ser amplamente analisada, pois daí pode advir grandes lucros ou grandes perdas:
VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): que de forma simples, poderíamos dizer que é mais apropriada para aquela pessoa que declara o seu imposto de renda na forma simplificada e tal imposto é pago no momento do resgate apenas sobre os rendimentos e se ficar por mais de 10 anos no plano, pagará a menor alíquota do IR, que é de 10%;
PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): via de regra, você deve optar por esta modalidade, caso você faça a sua declaração de IR pelo modelo completo e a principal vantagem é que você pode usar o valor da previdência para reduzir a sua base de calculo do IR, desde que as suas contribuições representem até 12% da sua renda bruta anual e a principal desvantagem é que no momento do resgate, todo o valor disponível será tributado pelo imposto de renda, não apenas sobre os rendimentos como acontece com a modalidade do VGBL.
Claro que outro item a ser analisado com critério é sobre qual instituição financeira escolher para fazer a previdência, pois você esta contribuindo por muitos anos e, portanto, necessita ser uma instituição que você realmente confie.

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