Veja as dicas dos especialistas para chegar a R$ 1
milhão na conta bancária
Quem juntar R$ 300 ao mês, com rentabilidade líquida
de 1%, levará 30 anos
A prosperidade da
economia brasileira vai
produzir milionários a um ritmo acelerado nos próximos anos. Pela estimativa do
banco Credit Suisse, na pesquisa Global Wealth Report, o número de cidadãos com
mais de R$ 1 milhão de patrimônio vai saltar de 319 mil para 815 mil no país em
2016. Ou seja: a cada dia, 271 pessoas vão atingir o sonho de juntar pelo menos
R$ 1 milhão.
Para entrar nessa
estatística sem depender da sorte ou de laços familiares, é preciso arregaçar
as mangas para trabalhar, ter muita disciplina para conter os gastos e cultivar
a paciência para obter resultados no longo prazo. “Ficar milionário é uma
maratona, e não uma corrida de 100 metros”.
Quem não tem tanto
dinheiro para começar não precisa desanimar. Uma pessoa poderá juntar R$ 1
milhão em 30 anos se poupar R$ 300 por mês (ou R$ 10 por dia) e tratar de obter
rentabilidade mensal líquida (descontados os impostos, taxas e a inflação) de
no mínimo 1%. Veja abaixo outras alternativas e dicas de poupança:
Antes de qualquer
coisa é preciso seguir uma regra óbvia, mas que muita gente ignora, seja por
desorganização, desconhecimento ou necessidade: não se pode gastar mais do que
se ganha. A enorme quantidade de gente que se endivida a ponto de não conseguir
honrar os compromissos prova o quanto esse mandamento das finanças pessoais é
desrespeitado. “O crédito é uma ferramenta importante, mas as pessoas que tomam
dinheiro emprestado precisam saber qual é o custo do dinheiro e qual deve ser o
limite delas”, diz o professor de Educação Financeira da BM&F Bovespa José
Alberto Netto Filho.
Feita a primeira
lição de casa, é hora de arrumar espaço no orçamento para começar a poupar.
Quanto mais sobrar todos os meses, mais perto fica o sonho do milhão. “Mais
importante do que saber as técnicas de investimento é adotar um novo
comportamento em relação ao consumo”, diz Eliane Habib, sócia da Practa
Treinamento e Educação Financeira. “Começar a guardar dinheiro e renunciar a
certos bens de consumo é tão difícil quanto parar de fumar”, afirma.
O segredo é pensar
longe, lá no futuro, e não se deixar de levar pelo impulso consumista. “Antes
de comprar qualquer coisa, dê um tempo. A febre do consumo vai passar, com
certeza”. “Pense que você está abrindo mão daquilo para manter seu padrão de
vida na velhice.”
Outra dica unânime
entre os especialistas em finanças pessoais é separar um percentual mensal da
renda e encará-lo como uma se fosse uma conta a pagar como qualquer outra – o
aluguel, o condomínio, a escola das crianças e... o investimento. Dessa forma,
o dinheiro a ser poupado já começa o mês “amarrado” e a tentação de torrá-lo
diminui.
Quando começar a
aparecer alguma sobra, é hora de aprender a investir. A boa e velha caderneta
de poupança é a opção inicial mais procurada, por sua simplicidade e segurança.
Mas é possível, mesmo com pouco capital sobrando, investir em fundos de
investimento de renda fixa com rendimento superior ao da poupança – que, na
verdade, apenas protege o valor do dinheiro, mas não o faz crescer de verdade.
A dica é jamias confiar no gerente de banco (que vai tentar te
empurrar os produtos que são mais interessantes para a instituição, mas não
necessariamente para você) e buscar fontes de informação independentes como
consultores especializados, empresas de investimento independentes, reportagens
e colunas na imprensa, fóruns de discussão na internet, entre outras. Outras
opções interessantes para investimentos mais conservadores são o Tesouro Direto – uma forma de comprar títulos do governo sem a
intervenção dos bancos – e os planos de previdencia privada – que têm como principal
atrativo a possibilidade de receber até 12% do que seria pago de imposto de
renda pelo contribuinte.
Quem tiver mais
facilidade para lidar com risco pode começar a se arriscar na bolsa de valores, comprando ações diretamente ou
via fundos de renda variável. Mas é preciso estar muito bem informado sobre as
condições de investimento para não se decepcionar. É muito comum comprar uma
ação em um dia e, logo no seguinte, o papel sofrer uma baixa. Isso costuma
desanimar os investidores menos experientes. “No longo prazo, porém, as ações
são um investimento muito seguro”, diz Benchimol.
Outra modalidade
que vem ganhando adeptos rapidamente no Brasil são os fundos imobiliarios. Eles reúnem grandes quantidades de
imóveis e negociam cotas para os investidores. A remuneração vem dos aluguéis e
de outras receitas eventuais obtidas nos imóveis. Como a tendência das taxas de
juros é cair nos próximos anos, os fundos desse tipo acabaram ganhando
popularidade. Mas, em geral, o investimento inicial costuma ser alto – na casa
das dezenas de milhares de reais.
