InfoMoney : Investimentos

domingo, 7 de agosto de 2011

OS 10 PRINCIPAIS MOTIVOS PARA TROCAR SEUS INVESTIMENTOS DA CADERNETA DE POUPANÇA


Pouca rentabilidade, esta próxima da inflação, e criação de novos produtos são alguns dos motivos para sair da caderneta de poupança. Segue abaixo lista dos 10 principais argumentos:

1. Baixa rentabilidade
Opções como o Tesouro Direto podem oferecer rentabilidade superior à poupança, mas “com segurança e liquidez compatíveis”.

2. Mercado de ações brasileiro mais desenvolvido
Mais transparente e com empresas sólidas, o mercado de ações brasileiro tornou-se uma boa opção de investimento.

3. Necessidade de diversificação
Vale a pena diversificar com ativos de maior potencial de retorno.

4. Desenvolvimento de novos produtos.
A popularização dos títulos públicos do Tesouro Direto com a possibilidade da pessoa física comprar LFT, NTN e outos títulos a partir de R$200,00, assim como a criação das ETFs no Brasil, onde a compra do BOVA11 permite acompanhar o Ibovespa, com taxa muito menor que a de um fundo de ações, são produtos que atraem o investidor inteligente.

5. Alta da Inflação
Com índices inflacionários subindo mais de 0,5% ao mês, como o IPCA e o IGPM, a valorização da poupança se equipara com a inflação, e o investidor não consegue nenhuma valorização real na caderneta de poupança.

6. Incentivos fiscais em outros investimentos
Apesar da caderneta de poupança ser isenta de tributação, o governo vem propiciando a outros investimentos incentivos e reduções tributárias para outros investimentos.

7. Queda da Selic
A Selic que antes dos anos 2000 era de 30 a 45%, hoje se encontra próxima a 10%, e isso poderá afetar a rentabilidade da caderneta de poupança.

8. Boas perspectivas econômicas
As perspectivas macroeconômicas do Brasil indicam um período de estabilidade e crescimento econômico.

9. Maior conhecimento do Brasileiro
Ao passo que a população aumenta seu conhecimento financeiro, outras opções são conhecidas e analisadas.

10. Redução das taxas de administração ou corretagem de outros ativos
Produtos como a ETF BOVA11, que replica a carteira do Ibovespa e títulos públicos do Tesouro Direto, apresentam taxas menores que 1% ao ano, e com isso, tal custo é mínimo perante tais potenciais de rentabilidade.



INVESTIMENTO EM AÇÕES GERENTE DE BANCO REALMENTE NÃO É O SEU CONSULTOR FINANCEIRO


Como já comentado em outros artigos, o gerente de banco é um profissional definido pelo banco para vender os respectivos produtos e serviços, onde os mesmos podem ter metas de vendas para os produtos mais vantajosos para o próprio banco, e em alguns casos faltar conhecimento ao gerente.
Em matéria publicada pelo jornal Valor Econômico, foi abordada justamente a falta de conhecimento de alguns desses profissionais. A mensagem que fica é que o investidor não pode depender de seu gerente para definir seus investimentos.
Fundo de ação, o quê?
Por Daniele Camba e Luciana Monteiro 30/01/2007 Fonte: Jornal Valor Econômico.
Com a queda dos juros e a bolsa entregando bons retornos, um número crescente de investidores que jamais aplicou em ações começa a voltar seus olhos para um novo mundo: o da renda variável. É aí que começa o problema. Na busca por orientação, é pouco provável sair de uma agência bancária com aplicação num fundo de ações ou ao menos entendendo minimamente como funciona a bolsa. As maiores chances são de o cliente deixar a agência ainda mais confuso, levando debaixo do braço uma aplicação totalmente diferente da que se desejava. Não é à toa que o patrimônio dos fundos de ações não consegue passar do teto de 10,9% de todo o setor de fundos. Dados do site Fortuna mostram que hoje a categoria representa 6,4%, dos R$ 981,6 bilhões investidos no setor, ou R$ 62,5 bilhões.
Uma visita às agências bancárias comprova as dificuldades. Se ele tiver R$ 50 mil para aplicar por dois anos, interessado em investir em fundo de ações, e já com outras aplicações de renda fixa, pode encontrar gerentes despreparados, que muitas vezes cometem erros grosseiros. E corre o risco de sair do banco com um plano de previdência ou ainda com um CDB.
A reportagem do Valor foi às agências dos grandes bancos de varejo - Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander Banespa e ABN Amro Real - em bairros de classe média, na Zona Oeste e Sul de São Paulo com essa proposta. O teste, até por sua abrangência pequena, não significa que todos os gerentes são despreparados. Mas é um exemplo do que o investidor poderia encontrar nas agências. Serve, ainda, de alerta para os bancos sobre as falhas, até para que se aperfeiçoe o atendimento.
No HSBC, o consultor de serviços financeiros, ou seja, a pessoa mais preparada da agência para falar sobre investimentos disse à suposta cliente que o melhor seria ela começar a aplicar aos poucos em bolsa. A recomendação é irretocável, o problema é a aplicação indicada para esse primeiro passo em bolsa: um VGBL que possui 75% em renda fixa e 25% em renda variável. Ele já havia sido informado que a cliente tinha um plano de previdência. Quando perguntado se uma carteira de previdência não seria inadequada para um prazo de dois anos, o consultor discordou. "É um produto de aposentadoria, mas vale também como investimento, tenho indicado aos meus clientes que querem ficar acima de um ano na aplicação." Ainda sobre as vantagens do VGBL, disse que é a única aplicação livre de um possível confisco do governo e, no caso de o banco quebrar, é o único investimento que sai ileso.
A diretora do segmento premier (de alta renda) e responsável pela distribuição de produtos de investimentos na rede do HSBC, Rosaline Nunes, lamenta os erros, principalmente pelo fato de as informações partirem de um consultor já certificado. "Temos o desafio de melhorar cada vez mais o atendimento." Ela afirma que o profissional acertou em sugerir uma aplicação gradativa em ações, mas que deveria ocorrer num multimercado e não num VGBL. Em novembro, a própria Rosaline ligou para os principais bancos, dizendo que tinha R$ 100 mil para aplicar e em vários deles a indicação foi o VGBL.
A gerente do Bradesco, também já certificada pela Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (Anbid), deu boas explicações sobre prós e contras da renda variável - que o retorno pode ser melhor, mas os riscos de perdas são maiores. Mas, assim como no HSBC, ela acabou indicando previdência e fez questão de ressaltar a vantagem tributária da dedução no Imposto de Renda. Em ambos os casos, tanto no HSBC quanto no Bradesco, os profissionais ignoram o fato das carteiras de previdência terem, além da taxa de administração, a de carregamento.
O superintendente- executivo de Investimento do Bradesco , Marcos Villanova, pondera que, antes de ir direto para um fundo de ações, o investidor que passou a vida inteira na renda fixa precisa primeiro passar pelo multimercado. "Ir direto para um fundo de ações é mergulhar na escuridão." Ele lembra que nos últimos cinco anos - desde o episódio da marcação a mercado em 2002 - o setor de investimentos vem passando por muitas mudanças e tanto os investidores quanto os profissionais da área estão correndo para se adaptar a esse novo cenário.
O gerente do Unibanco prontamente ofereceu algumas opções em renda variável, mas pecou nas explicações. Disse que os melhores fundos são os de Petrobras e da Vale do Rio Doce, sendo que o risco deste último é o da Vale ser privatizada - fato que já ocorreu, em 1997. Quando perguntado se o melhor não seria uma carteira com mais papéis, o gerente sugeriu uma de "small caps" - fundo de ações de pequeno porte-, segundo ele, formado pelas ações das 50 maiores empresas da bolsa. O Unibanco se manifestou por meio de uma nota dizendo que o banco tem intensificado o treinamento do pessoal da rede para que o atendimento seja cada vez mais eficaz.
No Itaú, o agente comercial disse que o banco não tinha fundos de ações e que a aplicação em bolsa só era possível por meio da corretora do banco. Segundo ele, o mais indicado seria um CDB, em que o imposto de renda sobre os ganhos só é pago semestralmente, em maio e novembro. Isso é um erro, já que no CDB, o IR é pago só no resgate. O imposto semestral ao qual o gerente se referiu ocorre nos fundos de renda fixa. A suposta investidora saiu da agência com um folheto de CDB, outro da Super Poupança Itaú e, depois de muito insistir, um sobre todos os fundos do banco - onde inclusive constam seis carteiras de ações.
Segundo Moacyr Castanho, diretor de fundos de investimento do Itaú, o banco está fazendo um esforço de certificar não apenas os gerentes como também os agentes comerciais. Nesse caso, esse funcionário deveria ter encaminhado o investidor para um gerente mais especializado ou para a central de atendimento Investfone.
Já no Banco Real, os erros foram ainda mais grosseiros. "Tenho aqui um fundo que é o melhor, o que indico para os meus clientes, o nome dele é CDB", disse a gerente. E continuou: "É a única aplicação que tem o imposto de renda regressivo, é o melhor fundo de renda fixa que temos". Quando perguntada sobre fundo de ação, ela disse: "É você quem vai administrar, você vai ter de saber a hora certa de entrar ou mesmo de sair". No caso da compra direta de ações pela corretora, segundo ela, seriam os executivos que fariam esse trabalho. "Mas você vai ter de pagar uma taxa de administração." Após mais perguntas sobre fundos de ações, a gerente confidenciou que não entendia muito do assunto "porque o banco paga cursos só para os gerentes dos clientes de alta renda".
Para tentar resolver as dúvidas da suposta investidora, ela resolveu ligar para uma gerente do segmento Van Gogh - voltado para o varejo de alta renda. Quando essa gerente chegou, o tratamento foi mais qualificado. Mesmo assim, a funcionária não soube responder o que é um fundo de dividendos. "Existem dois tipos de ações, as preferenciais, que dão direto a voto, e as ordinárias, que dão participação no lucro". Na realidade, as PNs não têm direito a voto e todas recebem dividendos. "Dividendo só recebe o acionista, o fundo não recebe", acrescentou. Outro erro.
Segundo Eduardo Jurcevic, superintendente de investimentos do ABN Amro Real, o banco não prioriza o treinamento apenas para os gerentes Van Gogh. O executivo diz que, no ano passado, pelo menos 4,8 mil gerentes e subgerentes passaram por treinamento, no qual o módulo sobre investimentos dura um dia. "Investimos muito em treinamento, ainda mais neste momento em que o investidor está saindo da renda fixa e indo para a renda variável", diz. Jurcevic afirma que levará para o banco a idéia da visita do "cliente misterioso", no qual um funcionário do banco iria a algumas agências para checar o atendimento.
No Santander Banespa, o gerente disse que o mais recomendável seria procurar uma das salas de ações do banco, onde um profissional especializado poderia tirar todas as dúvidas. Ao ser perguntado sobre fundo de ações, ele disse: "Não tenho muitas informações, não entendo tanto de ação, o mais indicado é procurar uma das salas mesmo". Procurada, a assessoria de imprensa do banco disse que os executivos responsáveis pelas entrevistas sobre fundos estavam num evento do banco no Chile.
O melhor atendimento ocorreu numa agência da Zona Sul da Caixa Econômica Federal. Sobre o investimento em bolsa, a gerente fez questão de dizer que o investidor deve ter uma visão de longo prazo. "Não pode ficar acompanhando a cota diariamente". A recomendação foi colocar uma parte em fundo da Petrobras e outra em Vale.
No Banco do Brasil, o funcionário explicou corretamente o que é um fundo de ação, os riscos, e disse que também seria possível comprar ações diretamente por meio de uma corretora. Ele apenas derrapou ao dizer que fundo de dividendos aplica em papéis da dívida externa. Na realidade, essas carteiras investem em ações de empresas que distribuem parcelas mais generosas de lucros aos acionistas.
No BB, do total captado em 2006 por fundos distribuídos em agências, 25% foram para carteiras de ações, conta Maria Izabel Gribel, gerente executiva de investimentos do varejo. Só neste ano, a categoria já captou R$ 160 milhões. O banco conta com 15 fundos de ações abertos. "Há um movimento forte das pessoas em conhecer como funciona o fundo de ação para depois tomar a decisão de investir", diz. "É algo novo para o investidor, já que o risco é diferente do que ele tradicionalmente tinha num fundo de renda fixa."
Fonte: Jornal Valor Econômico.