InfoMoney : Investimentos

sábado, 26 de novembro de 2011

Porque você pode bater a rentabilidade de fundos de investimento

1. Você pode bater a rentabilidade da maioria dos fundos de investimento

“Larga de lorota, Fábio. Como é que eu, que trabalho 44 horas semanais, cuido de criança, faço trabalho voluntário no fim de semana, posso competir com fundos de investimento administrados por gestores super competentes, que têm equipes inteiras de funcionários para administrar seus fundos?”
Parece uma briga injusta. Você, o pequeno investidor, contra dezenas de funcionários cujo trabalho é investir. Pessoas com MBA, treinamento em gestão de investimentos, que sabem muito mais do que você ou eu. Mas vou contar um outro segredinho pra você: segundo um estudo realizado nos EUA, que eu li no livro The Motley Fool Investment Guide (cuja leitura recomendo fortemente!), 80% dos fundos de investimento naquele país não conseguiram superar o índice S&P 500. Ou seja, a cada 10 fundos, apenas 2 conseguiram superar a média do mercado. Você faria melhor que 80% dos fundos de investimento se apenas investisse seu dinheiro num fundo de investimento que reproduzisse o Ibovespa. Os gestores dos fundos de investimento e as equipes com que trabalham estão fazendo um péssimo trabalho, concorda? Afinal, eles recebem justamente para poder dar uma rentabilidade melhor para seus clientes do que o mero investimento em um fundo que apenas reproduzisse um índice (como o Ibovespa, por exemplo)! E esses caras são super bem remunerados, ganham tubos de dinheiro pagos pelos seus clientes em polpudas taxas de administração. Mundo injusto… receber tão bem pra fazer um trabalho tão ruim!

2. Por que a maioria dos fundos de investimento apresentam uma performance pior do que a de muitos investidores individuais

Por que os fundos de investimento têm uma performance tão medíocre? E por que você, caro leitor, pode almejar superá-los? Por um simples motivo: você tem o tempo a seu favor e não tem que prestar satisfação a ninguém. Você pode investir no que der na sua telha. Se você acha que uma empresa que vale R$ 2.000.000,00 pode se tornar a próxima Vale, você pode investir nela. Você pode definir o quanto quer investir em cada empresa do seu portifólio, e pode deixar a rentabilidade do investimento te deixar cada vez mais rico, sem ter que vender um percentual das ações.
Os fundos de investimentos não tem essa liberdade toda. Boa parte dos fundos não pode concentrar seus investimentos todos apenas nas empresas que considera espetaculares, porque estabelece regras que o autolimitam, por exemplo, estabelecendo um percentual máximo a ser investido em cada ação. No máximo, cada ação poderia corresponder a um percentual do patrimônio do fundo. Isso significa dizer que, se o preço de uma ação disparar, o fundo vai ter que vender aquelas ações, pelo único motivo de ter que seguir a regra do governo. Imagine um fundo que investiu em ações da Vale em 1999, e que houvesse uma regra segundo a qual o máximo do capital a ser comprometido por empresa é de 5%. Ou seja, se o preço da Vale disparar, é bem provável que o percentual investido na empresa aumente. Se o preço dela duplicou e o das demais empresas permaneceu estável, isso significa que o percentual da Vale na carteira do fundo fica próximo a 10%. Nessa situação, o fundo vai ter que vender uma parte das ações, só pra seguir a regra que ele mesmo estabeleceu. E deixou de aproveitar boa parte do crescimento do preço da Vale entre 2003 e 2010…
Mas existem outras razões para um fundo de investimentos render menos. Às vezes, o fundo acaba tendo que comprar ações de empresas menos promissoras, só pra “diluir” o risco. Ao invés de se concentrar em empresas lucrativas, acaba comprando umas âncoras que só irão afundar a rentabilidade do fundo. Pior ainda, a depender do tamanho do fundo, ele pode ser obrigado a investir majoritariamente em empresas grandes (as famosas blue chips), cujo potencial de crescimento não é tão bom quanto o das small caps. Imagine a situação de um fundo de investimentos que administrasse R$ 500 bilhões. 5% desse patrimônio equivaleria a R$ 25 bilhões, 25 vezes o valor de mercado da Saraiva (SLED4), por exemplo. Uma empresa como a Saraiva não poderia ser comprada pelo fundo, segundo as regras obedecidas: e, além disso, comprar ações da Saraiva não faria o menor sentido, já que a rentabilidade obtida com ela, mesmo que o valor da ação dobrasse, seria ínfimo: R$ 1 blhão se transformaria em R$ 2 bilhões, mas para um patrimônio de R$ 500 bilhões, isso é pouco menos de 0,4%. E o fundo teria que comprar TODAS as ações da empresa para obter uma rentabilidade pífia. Não faria sentido.
Além disso, muitas vezes os fundos de ações acabam comprando as empresas da moda só para não ter uma performance inferior à de seus fundos concorrentes. Imagina, todo mundo comprando ações da Petrobras e seu fundo não compra. Vai que as ações da empresa disparam e o fundo perde o bonde! Então, para ficar com uma boa imagem, o fundo acaba comprando ações da Petrobras. Só que, nem sempre elas são as melhores opções de investimento para o longo prazo. Longo prazo que também é um problema para o administrador de um fundo. Imagine que você tem um fundo de ações e avaliou que as ações de uma empresa são uma excelente oportunidade porque o preço está baixo e a empresa é fantástica. Rentável, os lucros crescem constantemente a altas taxas, pouca dívida… uma chance de ouro. Mas o mercado ainda não a percebeu. Você compra as ações para o fundo e passam-se meses e anos sem que as cotações disparem. Seu fundo começa a perder em rentabilidade da concorrência e seus investidores, chateados com a situação, começam a vender suas quotas. Dois anos depois, o mercado percebe a situação da empresa e a cotação dispara. Mas você não pode se beneficiar da situação porque seu fundo já fechou as portas.
É por isso que eu ou você, sardinhas nesse oceano de tubarões, podemos nos sair bem melhor que a maioria dos fundos. Podemos comprar ações de uma pequena empresa e deixar seus preços subirem o quanto quisermos esperar, sem ter que obedecer a qualquer regra imposta pelo governo. Só precisamos respeitar as regras que nós mesmos nos impusermos. Podemos comprar ações de qualquer empresa, desde uma blue chip até a menor das small caps (ou até das micro caps). E, principalmente, podemos comprar ações de empresas fantásticas e esperar o quanto quisermos até o mercado acompanhar nosso raciocínio e elevar o preço da cotação.

3. Outras vantagens de investir diretamente em ações, e não por meio de fundos de investimento

Sem contar as vantagens tributárias. Nós, pequenos investidores, temos uma isenção de Imposto de Renda para a venda de ações até o limite de R$ 20.000 por mês. Ou seja, se você tem R$ 15.000 em ações da Petrobras, pode vender esse montante e não pagar um único centavo de imposto (desde que o montante de vendas de outras ações, no mês, não ultrapasse o limite legal). Mas, se nós resolvermos investir em um fundo, se vendermos 1 única quota do fundo pagaremos imposto. Vendeu R$ 50,00, paga imposto. Ao longo do tempo, essa vantagem tributária pode fazer verdadeiros milagres para seu patrimônio.
E então? Está preparado para abandonar os fundos e decidir você mesmo seu futuro financeiro, investindo diretamente em ações?

Investir em fundos de ações ou comprar ações diretamente?

Uma dúvida que às vezes paira sobre a cabeça dos investidores iniciantes que decidem investir em ações é a seguinte: devo investir em fundos de ações ou comprar ações diretamente? A resposta a essa pergunta não é fácil, e depende do perfil de cada investidor.  Entendo que alguns dos fatores que o pequeno investidor deve levar em consideração antes de decidir a respeito dessa questão são os seguintes:
1 – O investidor tem conhecimento suficiente para investir diretamente em ações?
Esse talvez seja o principal fator que o investidor deve ter em mente antes de decidir investir em ações. Ter conhecimento significa estudar sobre o mercado de ações, investimentos em geral, ler livros especializados, conhecer a empresa na qual pretende aplicar. 
Sem isso, é melhor continuar a investir em renda fixa  (ou títulos do tesouro nacional) ou, caso se pretenda investir em ações com a finalidade de diversificação da carteira de investimentos, aplicar um percentual em um fundo de investimento. Nesse caso, dê preferência a fundos indexados, que seguem algum índice (Ibovespa, por exemplo); outra alternativa é investir no PIBB, cujas cotas são calculadas a partir do índice IBrX-50. Basta comprar, como se fosse uma ação,  cujo código é PIBB11.
Uma vantagem dos fundos de ações é a de que o investidor não precisa decidir que ações irá comprar. Se o fundo for indexado, à medida que a composição do índice for alterada (o que ocorre periodicamente), a composição do fundo também é alterada, sem custos adicionais para o investidor. Além disso, o investidor adquire várias ações simultaneamente, o que ajuda a diversificar os seus investimentos.
2 – A quantidade de dinheiro disponível para o investimento
Outro fator que deve influenciar a decisão do investidor é a quantidade de dinheiro disponível. Com menos dinheiro, normalmente é mais vantajoso investir em um fundo de ações do que em ações diretamente, seja em razão do alto custo com comissões de corretagem em investimentos menores (em ações), seja em razão da menor possibilidade de diversificação da carteira de ações. Com menos dinheiro, é mais difícil comprar um número maior de ações. Assim, talvez seja o caso de acumular dinheiro em fndos de investimentos em ações, investindo um pouco a cada mês, e após a formação de um certo capital, partir para o investimento direto em ações.
3 – A taxa de administração dos fundos de investimento
O pequeno investidor deve se informar sobre as taxas de administração cobradas pela instituição financeira para o investimento em fundos de investimento. Há fundos que cobram 4% ou mais, o que significa que, a cada ano, 4% do capital investido será descontado apenas para pagar a administração do fundo. Se o fundo rendeu 12%, o rendimento real (sem descontar inflação!) é de apenas 8%. Procure fundos que cobrem no máximo 2%.
No caso das ações, esse custo não existe – mas há o custo com a corretagem e os emolumentos (valor baixo em relação ao total investido, mas é um percentual fixo). Portanto, procure corretoras seguras que cobrem o mínimo possível de corretagem.   
4 – O imposto de renda 
A alíquota de IR dos fundos de investimento em ações é a mesma para o investimento em ações: 15% do rendimento obtido. Todavia, no caso das ações, há a isenção na hipótese em que as vendas do investidor pessoa física sejam iguais ou inferiores a R$ 20.000,00 – em outras palavras, quem vende até R$ 20.000,00 em fundos de ações tem que pagar 15% sobre o lucro auferido, ao passo que alguém que vende ações nesse valor não paga um único centavo. Nesse caso, é mais vantajoso investir em ações diretamente.
PS: a exceção à regra é a hipótese das transações de day trade, nas quais o investidor vende ações no mesmo dia que as compra – nessa hipótese, não há qualquer isenção. 
5 – A composição da carteira
Outro fator que o investidor deve levar em consideração é a composição da carteira do fundo de investimento. Às vezes, os fundos de investimento têm, em suas carteiras, ações de péssimas empresas, ou ações de empresas muito caras – hipóteses em que o prejuízo é praticamente certo. Isso pode representar um peso bastante alto na carteira, que pode obter desempenho ruim por ter que “carregar” ações que dão prejuízo.
No caso do investimento direto em ações, o investidor seleciona as empresas que pretende adquirir. Se o investidor for diligente, isso pode significar uma boa vantagem no longo prazo – mas isso depende de preparação e bastante estudo!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

IBOVESPA DIÁRIO

Ibovespa segue em tendecia longa de baixa, porem apresenta alguma recuperaçao nas ultimas semanas, o movimento perdeu força nos ultimos dias. Isso demosntra a dificuldade do indice seguir o movimento ascendente.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

INDFUT PERPETUO


INDICADORES FINANCEIROS




1.       MOEDAS

COTAÇÕES (em reais)
COMPRA
VENDA
VAR% dia
Dólar comercial (em R$)
1,8911
1,8921
1,74%
Dólar turismo (em R$)
1,75
1,89
3,08%
Euro (em R$)
2,5324
2,5343
1,64%
Libra (em R$)
2,9398
2,9423
1,46%
Pesos arg. (em R$)
0,4452
0,4457
1,57%


Ouro
Ouro
250mg BMF
+2,00%
R$102,00


Poupança
11/nov
0,6009
12/nov
0,6077
13/nov
0,6045
14/nov
0,5815
15/nov
0,5802
16/nov
0,5802
17/nov
0,6223
18/nov
0,5823
19/nov
0,5807
20/nov
0,546
21/nov
0,5414
22/nov
0,5468
23/nov
0,5795
24/nov
0,6081
25/nov
0,5996
26/nov
0,5901
27/nov
0,5658
28/nov
0,5627
29/nov
0,5648
30/nov
0,5648


2.       VALORES DE REFERENCIA
Custo unitário básico (CUB), construção civil (novembro)
R$ 1.126,56 (+0,01%)
Salário mínimo
R$ 545,00
Taxa Referencial Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custodia)
11,50% ao ano
TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo)
6% ao ano


3.       INFLAÇÃO

ÍNDICE
Jun/11
Jul/11
Ago/11
Set/11
Out/11
12 MESES
INPC(IBGE)
0,22
0,00
0,42
0,45
0,32
6,6605
IGP-M(FGV)
-0,18
-0,12
0,44
0,65
0,53
6,9516
IPCA(IBGE)
0,15
0,16
0,37
0,53
0,43
6,9698

4.       MERCADO AGRÍCOLA
PRODUTO
PRAÇA
PREÇO
ARROZ IRRIGADO EM CASCA 50KG
JARAGUA DO SUL
22,00
FEIJAO PRETO (semi novo) SC 60 KG
CHAPECÓ
70,00
MILHO AMARELO SC60KG
CHAPECÓ
23,00
SOJA INDUSTRIAL SC 60KG
CHAPECÓ
41,00
TRIGO SUPERIOR PH78 SC 60KG
CHAPECÓ
22,00
BOI GORDO PAGAMENTO 20 DIAS ARROBA
CHAPECÓ
98,00
BUFALO GORDO PAGAMENTO 20 DIAS ARROBA
CHAPECO
93,00
FRANGO GRANJA VIVO KG
CHAPECÓ
1,60
SUINO VIVO PRODUTORES INTEGRADOS KG
CHAPECÓ
2,36
LEITE POSTO NA PLATAFORMA INDUSTRIAL L
CHAPECÓ
0,84

FONTE: EPAGRI/CEPA