Adeus ano velho! Momento de se analisar o que aconteceu com nossas
aplicações em 2011. Com a crise econômica pairando sobre os EUA e a
União Europeia, o mercado financeiro passou por um ano difícil,
especialmente no segundo semestre. E como não poderia ser diferente,
toda a apreensão do dia a dia repercutiu sobre ele, fazendo com que
algumas aplicações apresentassem rentabilidade superior a 15% no ano,
especialmente aquelas que representam porto seguro nesses momentos de
incerteza, como o ouro. Outras que estão diretamente relacionadas ao
movimento econômico apresentaram rentabilidade negativa, como é o caso
das bolsas de valores.
Feliz ano novo! Hora de repensarmos nosso portfólio de aplicações, de
tal forma a não termos perdas em nossos montantes economizados ao longo
do tempo. Como as expectativas com relação a 2012 são de grande
apreensão, especialmente diante da perspectiva de a crise atingir o
Brasil, nada melhor do que assumir uma atitude conservadora, para evitar
surpresas desagradáveis. Nesse sentido, as aplicações em renda fixa
(fundos de renda fixa, títulos do Tesouro, CDBs) se apresentam como
melhor alternativa. À medida que o mercado financeiro projeta uma taxa
básica de juros (Selic) média em 9,69%, esse será o referencial de ganho
para o ano que se inicia independentemente do que aconteça no resto do
mundo. É claro que se o Banco Central resolver adotar uma política
monetária restritiva, essa média poderá ser maior. Ou menor se ele vier a
adotar uma política monetária mais expansionista. A caderneta de
poupança também não deixa de ser uma aplicação interessante nestes
momentos de incerteza.
Por outro lado, em um cenário de instabilidade econômica, que afeta
diretamente o mercado consumidor e, consequentemente, o setor produtivo
da economia, aplicações em renda variável (fundos de ações ou compra de
ações) não são recomendáveis. Basta observar a perda contabilizada pelo
Ibovespa em 2011. Mas como este é um mercado altamente volátil, se uma
solução for encontrada para essa crise que envolve economias mais
industrializadas, o mercado acionário brasileiro poderá apresentar
valorização superior a 20% em 2012. Assim, para aqueles que gostam de
assumir risco, destinar de 10% a 20% de suas reservas no mercado de
renda variável não deixa de ser interessante. Pelo menos assim não se
penalizarão por ter ficado fora de eventual euforia do mercado
acionário.
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