O cenário externo é de “arrasto” dos problemas de 2011 para 2012 nos EUA e na Europa, sendo a Ásia a principal vítima por causa da desaceleração da China. Nos EUA, o crescimento superou as expectativas no segundo semestre 2011, mas terá dificuldades para se sustentar no decorrer de 2012. A economia não entrará em recessão, mas permanecerá crescendo abaixo do potencial, limitando a redução da ociosidade, inclusive da taxa de desemprego. É alta a probabilidade de mais um programa de expansão da liquidez, condicionada à evolução dos dados de atividade/mercado trabalho e à desaceleração da inflação. Na Europa, são evidentes os sinais de contração do PIB em 2012, mas avaliamos que a recessão será branda. O Banco Central Europeu (BCE) seguirá cortando juros, em 2012. As negociações políticas sobre a crise da dívida avançam, mas com sérios riscos de implementação. A atuação maior do BCE é condição necessária para evitar um default desordenado ou a quebra do euro. O cenário para a economia chinesa também requer atenção redobrada, dada a atual contração do setor de construção e o efeito da desaceleração global sobre suas vendas externas. Mas a forte queda da inflação de 6,5% em agosto de 2011 para 4,1% em dezembro de 2011 permitirá uma política monetária expansionista, ao lado de construção social e estímulo a crédito de modo a evitar uma desaceleração mais pronunciada da economia em 2012. Em resumo, o cenário externo segue muito desafiador em 2012, embora reconheçamos melhora na margem advinda de dados mais positivos nos EUA e de uma menor pressão sobre as dívidas européias.
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